Mostrando postagens com marcador internet 4g. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador internet 4g. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Consumidores devem manter distância do 4G, alerta Proteste

Associação diz ter sido ignorada pela Anatel após ofício em que pede esclarecimentos sobre a qualidade da tecnologia

Um mês depois de sugerir à Agência Nacional de Telecomunicações que proibisse a oferta do 4G por causa da má qualidade do serviço, a Proteste diz aguardar respostas. Por este motivo, mantém a recomendação para que os consumidores evitem contratar os planos.

No documento enviado ao órgão, a associação que reúne consumidores e engenheiros de telecomunicações pede esclarecimentos sobre limitações como cobertura restrita, incompatibilidade com aparelhos e preços caros. (Veja teste feito pelo Olhar Digital)

“Estamos à espera de posicionamentos. Se não há possibilidade de prestação serviço com qualidade, deixe as pessoas saberem disso”, pontua Sonia Amaro, superintendente Institucional da Proteste.

Segundo ela, as operadoras praticam propaganda enganosa ao comercializar pacotes que não entregam o prometido. “O consumidor é sempre o mais prejudicado, e acaba levando ‘gato por lebre’”, critica Sonia. Na teroria, o 4Gdeverá acelerar em até 50 vezes a banda larga móvel, para 50 Mbps.

Há também o fator que pesa no bolso do consumidor. A associação alega que a indefinição quanto à disponibilidade das frequências para uso do 4G faz com que os aparelhos e planos mais caros sejam operados com qualidade de 3G. 

"Depois de assinar o contrato de fidelidade com a operadora e se dar conta da limitação, o consumidor que precisa transmitir e receber grande quantidade de dados se sentirá enganado", observa Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da organização.

O 4G funciona no Brasil nas frequências 2,5 GHz e 700 MHz, esta última disponível nos próximos anos em função da necessidade de consulta pública para desocupação das TVs que hoje a utilizam.

A quarta geração de telefonia móvel chegou parcialmente às cidades-sede da Copa das Confederações em 30 de abril. Segundo a Anatel, naquele mês, o número de assinaturas da tecnologia triplicou e alcançou 48,4 mil linhas.

A reportagem procurou a Anatel para comentar o assunto, mas não obteve retorno até a publicação do texto. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O WiFi da Alemanha é 40 mil vezes mais rápido que a conexão de 1 Mbps





Centro de pesquisas desenvolve tecnologia de conexão wireless ultraveloz, mas que não deve funcionar bem na sua casa. Entenda o porquê.


Os serviços de internet no Brasil ainda são lentos comparados a outros países do mundo: enquanto nós temos ao nosso alcance velocidades de até 100 Mbps, países como Estados Unidos e Japão já oferecem 1 ou 2 Gbps – conexões muito mais velozes.

Agora, já imaginou conectar-se a uma velocidade de 40 Gbps? Desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, a nova tecnologia de conexão WiFi criado pela equipe do centro de pesquisas não só conseguiu alcançar esta velocidade absurda, mas também o fez a uma distância de um quilômetro de distância.

Só para ter uma ideia de comparação, uma conexão desta é 400 vezes mais rápida que a internet de 100 Mbps (a mais rápida do Brasil), ou 40 mil vezes mais rápida que a internet de 1 Mbps (provavelmente a mais vendida atualmente).
Sonho... Rural

Mas, existe um problema: esta conexão nunca funcionaria bem na sua casa, pois a frequência usada para a conexão (240 GHz) é muito mais alta do que a configuração típica de roteadores WiFi caseiros (2,4 e 5 GHz).

Isso quer dizer que a frequência usada nos testes parece ser perfeita para alcançar tal velocidade de conexão, mas uma simples parede bloquearia o sinal com bastante facilidade na sua casa.

A rede foi testada para transferir dados a partir do topo de um prédio para outro, criando uma espécie de “conexão por fibra invisível”. Esta conexão pode não ser útil em residências, mas deve ser uma solução de velocidade rápida para áreas rurais, onde a fibra é uma proposta muito cara para ser estabelecida.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Metabase News





Anatel e governo reforçam que vale a pena gastar com 4G
Proteste havia reclamado dos preços altos, da incompatilidade com aparelhos e de pouca cobertura
Internet 4G: Será que vale a pena?
O presidente da Anatel, João Resende, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, saíram em defesa do 4G depois de a organização Proteste recomendar aos consumidores que evitem a contratação do serviço.

"Seria antieconômico não apostar na nova tecnologia. Não vamos ficar tutelando a opção do consumidor", disse Resende, durante evento de lançamento do 4G da Vivo, em São Paulo, de acordo com o Estadão Conteúdo. Para ele, a melhor opção é "entupir" de reclamações as centrais de atendimento das operadoras caso a tecnologia não funcione. 

Paulo Bernardo afirmou que o consumidor é "inteligente" e saberá fazer suas próprias escolhas. "Teremos no Brasil o primeiro grande teste do 4G no mundo", completou o ministro em referência ao legado da tecnologia para os próximos anos.

Esta semana, a Proteste enviou ofício à Agência Nacional de Telecomunicações questionando a validade da comercialização dos planos de 4G. Segundo a organização, as operadoas fazem propaganda enganosa uma vez que a "tecnologia ainda cara, compatível com poucos celulares e disponível em poucas regiões de algumas cidades”. 

Para saber mais sobre as críticas da Proteste, clique aqui.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Metabase News





Proteste afirma que a comercialização do 4G no Brasil é 'propaganda enganosa'

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) anunciou a entrega nesta segunda-feira (29) de um ofício à Anatel questionando as primeiras etapas de adoção e comercialização do 4G no Brasil. Um dos principais pontos criticados pelo órgão é a limitação do download em alguns planos de internet móvel, que poderá comprometer o alto desempenho do 4G, algo considerado como a grande vantagem do novo sistema.

"É como você pagar por uma carruagem que no meio do caminho vira abóbora", afirmou à Agência Brasil Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. "Quem contrata o serviço 4G quer transmitir muitos dados de forma rápida. Se as operadoras colocam um limite de quantidade de dados e decide que, ao atingi-lo, a velocidade da rede diminui, elas, de certa forma, estão enganando o consumidor".

Com base nisso, a Proteste acredita que o lançamento do 4G no Brasil pode ser classificado como "propaganda enganosa porque aparelhos mais caros acabarão sendo usados para velocidades menores". Outra crítica do órgão é que os aparelhos com suporte para o 4G comercializados atualmente no país rodam na frequência 2,5GHz e não poderão ser usados na faixa de 700MHz, que deverá ser leiloada no primeiro semestre de 2014.

A coordenadora da Proteste afirma que o grande problema é que os consumidores não estão sendo informados que se quiserem ter uma quantidade de download e transmissão de dados maior, deverão assinar planos provavelmente mais caros. Além disso, se quiserem migrar para outra operadora que funciona na faixa de 700MHz também terão que investir em novos aparelhos móveis que são compatíveis com esta frequência. A faixa de 700MHz é amplamente usada em muitos países ao redor do mundo e, como não estará em operação durante a Copa do Mundo de 2014, muitos turistas poderão encontrar problemas na hora de acessar a internet em seus smartphones ou tablets no período da competição.

A Anatel afirmou que só irá comentar sobre o ofício da Proteste depois que recebê-lo.

Metabase News




3G e 4G: entenda as diferenças de infraestrutura
Com novas antenas e fibra óptica, o 4G ganha cada vez mais espaço no país e promete desafogar o 3G.

O Brasil já possui redes 4G disponíveis nas principais cidades do país. Esse movimento estratégico se deve, principalmente, ao fato de que sediaremos pelo menos dois grandes eventos internacionais nos próximos anos: a Copa do Mundo da FIFA, em 2014, e os Jogos Olímpicos de 2016.

No momento, as operadoras de celular começam a anunciar seus planos comerciais de 4G, como é o caso da Claro e da Oi. As duas empresas inauguraram o serviço da rede de telefonia móvel de quarta geração para a cidade de São Paulo, no último dia 25, com planos que custam R$ 100 em média.

Mas o que significa, na prática, ter cobertura 4G no país? O Tecmundo já publicou alguns comparativos sobre essas duas redes, ressaltando as diferenças que existem entre as duas tecnologias. Porém, se pensarmos na infraestrutura, é provável que muita gente não saiba que tipo de equipamentos foi necessário para fazer com que o 4G chegasse ao consumidor final.

Novas antenas e torres 

Apesar de ainda funcionarem de maneira semelhante, existem diferenças muito visíveis entre as redes móveis 3G e 4G. A princípio, o caminho da comunicação permanece o mesmo: os celulares enviam sinais para as torres e, logo em seguida, essas torres repassam os dados para uma central de comunicações. Porém, o que muda realmente são os equipamentos. 

A rede 4G opera em uma frequência distinta da 3G e, por isso, são necessárias antenas diferentes e que possam operar na faixa de 2,5 GHz, reservada pelo governo brasileiro para esse tipo de comunicação. 

As antenas 4G são mais baixas do que as 3G e possuem um sinal bem mais denso. Se uma torre 3G pode compartilhar o sinal com cerca de 60 a 100 telefones, a 4G aumenta em muito esse número: uma torre da nova rede pode servir de 300 a 400 pessoas, suportando muito mais usuários simultâneos. 

Em contrapartida, as antenas 4G fornecem uma cobertura menor, exigindo que mais antenas sejam instaladas para que o sinal se mantenha consistente. De acordo com o site Baguete, o número de antenas instaladas deve duplicar para o bom funcionamento do 4G. 

Burocracia contra o 4G

E essa expansão não é fácil. De acordo com o Terra, o Brasil precisa de 30 novas antenas por dia para que a rede de quarta geração esteja completamente implementada para a Copa de 2014. Porém, esses equipamentos precisam de uma licença do governo que autorize a sua instalação, e é exatamente nesse ponto que as operadoras têm encontrado dificuldades.

Para ter uma ideia de como esse processo pode ser lento, o diretor-executivo do sindicato das operadoras SindiTeleBrasil, Eduardo Levy, declarou em entrevista para o UOL que o prazo para obtenção de licenças para instalar uma única antena pode demorar de 6 a 8 meses. Há situações ainda mais complicadas, em que são necessárias sete licenças para a instalação de uma única antena.

A razão para essa lentidão é o fato de que cada cidade possui suas regras para a instalação desse tipo de equipamento. Em algumas, por exemplo, as antenas não podem ser instaladas perto de escolas ou hospitais. Dessa forma, a taxa atual é de 15 antenas instaladas por dia, metade do número necessário.

Para resolver esse imbróglio, há a Lei Geral das Antenas (Lei 5013/13), que tenta padronizar todas essas regras municipais e estaduais para instalação dos equipamentos. O projeto foi aprovado em fevereiro pelo Senado, mas ainda está aguardando tramitação na Câmara dos Deputados. Essa lei prevê, por exemplo, concessão automática para instalação de antenas caso as prefeituras não se posicionem contra em até 60 dias. 

Há também outra mudança importante e que é responsável direta pelo aumento da largura de banda. No caso do 3G, a comunicação entre as torres e a central telefônica é feita por ondas de rádio. Já na quarta geração da rede móvel, esses dados são trocados por cabos de fibra óptica. Isso aumenta a largura de banda e, consequentemente, entrega mais velocidade de navegação para quem costuma navegar pelo celular, já que metade do caminho percorrido pelos pacotes de dados é feito por esses cabos. 

O mesmo caminho é percorrido, de maneira inversa, para entregar os dados solicitados aos celulares dos clientes, sendo que há faixas de frequências separadas para o envio (uplink) e recebimento de dados (downlink), fazendo com que um não interfira no outro. 

Estádios e aeroportos 

Além de toda a instalação de cabos de fibra óptica, de novas antenas e torres nas principais cidades do país, as operadoras estão investindo R$ 200 milhões para oferecer uma cobertura 4G melhor nos estádios e aeroportos brasileiros. 

Cerca de 12 estádios terão salas exclusivas para a instalação de equipamentos que devem reforçar o sinal da rede de comunicação nesses locais. A mesma operação deve levar o sinal do 4G aos aeroportos das capitais que receberão os jogos da Copa do Mundo da FIFA, garantindo que todos possam navegar com mais tranquilidade. 

Celulares compatíveis no Brasil 

Outra ponta da infraestrutura necessária para o funcionamento do 4G em nosso país diz respeito aos consumidores, que se quiserem desfrutar de toda a velocidade dessa rede precisarão ter aparelhos capazes de suportar esse tipo de tecnologia. Vale a pena reforçar que a troca de celular não é obrigatória e que as redes 2G e 3G continuarão em operação. 

Porém, quem quiser fazer a migração já pode escolher entre diversos modelos disponíveis nas principais lojas do país. Entre eles estão Sony Xperia ZQ, LG Optimus G, Motorola Razr HD,Nokia Lumia 920 e o recém-lançado Samsung Galaxy S4. Novos aparelhos também devem chegar logo ao Brasil, como é o caso do Galaxy Express

Desafogando o 3G 

O investimento em 4G no Brasil pode resultar em outro aspecto positivo: com a migração dos clientes mais exigentes para a nova rede, o 3G tende a ficar menos congestionado e ganhar um aumento no desempenho. Afinal, quanto menos pessoas estiverem conectadas a uma mesma célula, maior será a velocidade para tráfego de dados. 

Agora, só nos resta saber quanto tempo levará para que os preços dos planos de 4G diminuam. Isso deve acontecer à medida que a oferta e a procura pela nova rede aumentarem. Enquanto isso, ficamos na torcida para que o 4G se torne rapidamente o novo padrão de comunicação móvel no Brasil.