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sexta-feira, 21 de junho de 2013

10% dos brasileiros usam celular como principal meio de acesso à internet

Redes sociais constituem a preferência nacional na hora de navegar pelos conteúdos oferecidos pela rede.


A redução no preço de smartphones já está gerando mudanças na forma como os brasileiros acessam a internet. Uma pesquisa realizada pela consultoria E.life mostra que 61,8% dos habitantes do país já usa dispositivos do tipo para se conectar à rede, enquanto 10% já dão prioridade aos celulares na hora de conferir conteúdos online.

Embora o crescimento do setor seja rápido, ele ainda está atrás dos notebooks (66%) e desktops (75%) como o meio mais usado na hora de acessar a rede mundial de computadores. Além disso, os entrevistados pela empresa afirmaram que costumam passar menos tempo conectados em aparelhos móveis do que em meios mais tradicionais.

55% dos entrevistados costumam passar até dez horas por semana navegando por celulares, enquanto nos tablets 46% das pessoas consultadas costumam ficar conectadas até 20 horas semanais. No geral, 54% passam ao menos 30 horas semanais na internet, sendo que 34% dos consultados ultrapassa a marca das 40 horas.
Supremacia das redes sociais

Questionados sobre seus hábitos na internet, 98% dos entrevistados afirmaram participar ativamente de alguma rede social, sendo que o Facebook é o site preferido por 81% dos consultados. A pesquisa também indica que o Google+ ganhou espaço: enquanto em 2012 56% das pessoas possuía um perfil na rede, agora 71% já possuem um cadastro no site.

Já o Instagram registrou o maior crescimento exponencial — nos três meses anteriores à pesquisa, 22% dos entrevistados havia criado uma conta no serviço. Além disso, o Pinterest também ganhou a adesão de 10% dos participantes, o que reflete um cenário positivo para o crescimento de redes focadas no compartilhamento de imagens e vídeos.

As redes sociais também ganharam destaque no que diz respeito à comunicação com empresas, ficando somente atrás do telefone, email e site oficial como alternativa para solucionar dúvidas ou realizar reclamações. 67% das pessoas consultadas afirmam seguir perfis de companhias, produtos e serviços como forma de consultar serviços de atendimento ao consumidor (SAC) quando isso se mostra necessário.

Governo combate tarifas abusivas nas ligações de celulares pré-pagos

Projeto de lei prevê diminuir a diferença de preço em relação ao plano pós-pago, que chega a ser de 300%

Apesar de 80% dos clientes brasileiros utilizarem sistemas de telefonia pré-pagos, os valores das tarifas para quem escolhe tal opção são muito mais altos.

Por isso, nesta terça-feira, 03, a Comissão da Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou projeto que coíbe a diferença abusiva entre preços e tarifas entre os planos de serviço pós e pré-pago (PL 3906/12).

“Estamos fazendo uma correção, pois há muita gente ganhando em cima disso”, afirmou o deputado Eliene Lima (PSD-MT), relator do projeto, ao Jornal da Câmara. Segundo Lima, as diferenças entre os valores chegam até a 300%.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações, em abril, 80% das 264 milhões de linhas móveis no Brasil usavam sistema pré-pago.

Mesmo com a aprovação da proposta, a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Veridiana Alimonte diz que ainda não dá para saber se, na prática, os serviços pré-pagos vão ficar mais baratos. 

Para o relator, o projeto dará a Anatel um instrumento legal efetivo para supervisionar os preços cobrados.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Carregador de bateria pode infectar iPhone com vírus

Pesquisadores criaram método tão eficiente que faz aplicação maliciosa ficar escondida no aparelho

Pesquisadores desenvolveram um método de ataque a dispositivos com iOS que possibilita a invasão por meio de um carregador de bateria. O esquema é tão eficiente que um malware pode ser instalado sem que seja notado.

Billy Lau, Yeongjin Jang e Chengyu Song, do Instituto de Tecnologia da Georgia, montaram um carregador chamado Mactans, com base no BeagleBoard - um hardware livre simples e barato. Ele não se parece em nada com o carregador oficial do iPhone, mas provavelmente não causaria suspeitas se estivesse disponível para uso público num aeroporto, por exemplo.

Basta conectar o carregador ao aparelho por um minuto e o programa malicioso é instalado. Em testes, os pesquisadores conseguiram passar pela segurança do iOS, mesmo na versão mais recente do sistema e sem jailbreak.

Para comprovar a eficácia do método, eles ainda esconderam a aplicação, que passou a rodar anonimamente nos dispositivos como se fosse um software produzido pela Apple.

A técnica será apresentada durante a conferência de segurança Black Hat, que acontece entre 27 de julho e 1º de agosto, em Las Vegas, EUA. 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Área 42: Teste da manteiga: qual celular esquenta mais?

Os smartphones de última geração andam muito esquentadinhos. Será que podemos aproveitar essa energia para alguma coisa?


Há pouco tempo, publicamos a análise do smartphone Samsung Galaxy S4. Entre todas as suas características, uma das que mais chamou atenção dos nossos leitores foi o fato de que a versão 3G do aparelho, com processador de oito núcleos, esquenta bastante.

Pensando nisso, decidimos fazer um Área 42 diferente. Nós colocamos diversos aparelhos lado a lado para esquentar e descobrir qual deles é capaz de derreter um tablete de manteiga. Será que isso é possível?


Conheça os aparelhos que vão participar da competição:
  • Samsung Galaxy S4 octa-core;
  • Samsung Galaxy S3;
  • iPhone 5;
  • Motorola RAZR HD.
Nós também utilizamos um tablete de manteiga, plástico PVC, um termômetro digital e um Peltier ligado a um voltímetro para descobrir quanto calor cada modelo é capaz de gerar.


Teste 1: derretendo manteiga

Para realizar esse teste, é preciso fazer com que os aparelhos esquentem. Nós fizemos assim: primeiro, instalamos o aplicativo AnTuTu Benchmark em todos os aparelhos. Depois disso, alinhamos os modelos sobre a mesa e aplicamos uma película de plástico sobre eles.

Em seguida, colocamos um tablete de manteiga de tamanho igual sobre a tela de cada um dos aparelhos e iniciamos a execução do aplicativo AnTuTu Benchmark. Vale lembrar que, no caso do iPhone 5, o ciclo de testes do aplicativo dura menos tempo do que o mesmo ciclo na versão para Android, por isso ele foi executado mais vezes durante o mesmo espaço de tempo.


Para chegar ao resultado final não foi preciso esperar muito: em menos de dez minutos o Galaxy S4 praticamente liquefez a manteiga, provando que de fato a sua emissão de calor é consideravelmente superior à dos demais. O iPhone 5 foi o segundo colocado no teste, seguido de perto pelo RAZR HD. O Galaxy S3 foi o último colocado na disputa.


Teste 2: gerando energia a partir do calor

Todo e qualquer eletrônico produz calor a partir do seu funcionamento. Alguns produzem mais, outros produzem menos, mas o fato é que todos eles esquentam um pouquinho. Em nossos testes, o Galaxy S4 havia chegado a uma temperatura de 51,7 graus Celsius.

O número é um pouco acima da média dos demais smartphones, mas ainda assim está em um nível seguro no que diz respeito à durabilidade dos componentes. Em geral, eles são preparados para suportar com tranquilidade temperaturas que cheguem até mesmo aos 80 ou 90 graus Celsius.

Para mensurar qual é a energia produzida a partir do calor gerado pelos smartphones, utilizamos um Peltier, uma pastilha térmica que tem como efeito aquecer um dos lados de uma peça, enquanto do outro ela esfria.


Para quem não conhece, Peltier é uma pastilha térmica com um efeito muito interessante. Enquanto de um lado a peça esquenta, do outro ela esfria. O que faz isso acontecer é a corrente elétrica passando continuamente pelos condutores no interior do componente, efeito que causa o diferencial de temperatura entre os dois lados.

O interessante é que, se resfriarmos ou aquecermos os lados do Peltier, ele transforma a energia térmica em energia elétrica. No nosso caso, nós utilizamos os celulares para aquecer o Peltier e ver quanta energia elétrica o calor dos aparelhos pode gerar.

Ligado a um voltímetro, conseguimos mensurar exatamente, em milivolts, qual é a energia gerada pelo calor de cada um dos aparelhos. Esse teste foi realizado em duas partes: primeiro comparando o calor gerado a partir da parte traseira dos celulares e, depois, comparando o calor gerado a partir da tela.
Parte frontal

Na parte frontal, como já era de se esperar, o vencedor foi o Galaxy S4, que gerou 191,6 milivolts. Os demais aparelhos ficaram bem próximos em seus números: o RAZR HD alcançou 64,1 milivolts, contra 63,5 milivolts do Galaxy S3 e 50,4 milivolts do iPhone 5.


Como todos os modelos têm constituição de tela igual, ficou clara a diferença já percebida no teste da manteiga: o Galaxy S4 esquenta um pouco mais e com mais rapidez do que os outros, que ficaram todos em um mesmo patamar.
Parte traseira

Dessa vez, quem venceu a disputa foi o iPhone 5, que atingiu a marca de 148,5 milivolts. O Galaxy S4 ficou em segundo com 122,8 milivolts, seguido pelo RAZR HD, com 103,8 milivolts, e pelo Galaxy S3, com 77,5 milivolts.


Aqui vale uma explicação do motivo da vitória do iPhone 5. Enquanto os demais aparelhos têm a sua traseira de plástico, o iPhone 5 tem a parte traseira feita de alumínio. O alumínio dissipa o calor com mais facilidade do que o plástico e, por conta disso, é natural que mesmo com menos calor haja menos perda nesse quesito.
Essa energia é suficiente?

Entre todos os testes, o pico mais alto de energia alcançado foi de 191,6 milivolts, conseguido pelo Galaxy S4. Apesar de parecer muito calor e muita energia, ela não é suficiente nem para acender um pequeno LED. Para isso, seriam necessários pelo menos 1.800 milivolts — em nossos testes, conseguimos apenas 10% disso.

E, antes de encerrar, vale uma observação: os testes realizados pelo Tecmundo nesse vídeo não têm caráter científico, tratando-se apenas de uma curiosidade divertida que pode ser conferida por qualquer pessoa. Nós realmente não esperamos que você use o seu celular para sair derretendo manteiga por aí.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Viber, app de mensagens instantâneas, agora está também no Mac e PC





O aplicativo de mensagens instantâneas Viber ganhou nesta terça-feira (7) uma nova versão que permite que os usuários do serviço continuem seus bate-papos com amigos através do Mac ou PC, ou seja, a conversa que começou no smartphone pode continuar tranquilamente no computador. 

"O Viber revolucionou o mercado de mensagens grátis e VoIP no celular com um aplicativo popular para as principais plataformas móveis, incluindo Android, iOS, BlackBerry, Windows Phone entre outros. Agora, com o lançamento do Viber Desktop, os usuários têm uma solução fácil de ser usada e sempre disponível para mensagens e chamadas grátis", afirmou a empresa em seu blog oficial.

A versão para desktop do aplicativo traz um visual simples e intuitivo, colocando todos os contatos que também possuem uma conta no Viber na lateral esquerda da tela, garantindo ao usuário uma alternância rápida entre conversas. E em uma janela no canto direito, o usuário terá acesso a toda a conversa e poderá receber fotos, vídeos entre outros conteúdos.

Outro recurso interessante da aplicação para desktop é a possibilidade dos usuários enviarem mensagens e conversas do desktop para o celular e vice-versa, assim você poderá continuar seu bate-papo onde estiver. A empresa também afirma que a ideia não é substituir o aplicativo móvel e que o Viber para smartphones continua sendo seu principal foco. O lançamento ajudará o Viber a concorrer diretamente com o Skype, da Microsoft.

A aplicação do Viber para PC e Mac já está disponível para download gratuito na página oficial do serviço. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

HTC One: o 'melhor smartphone do mundo' não funciona no Brasil







Em fevereiro, a HTC apresentou ao mundo o 'HTC One', um aparelho poderoso, elegante e com detalhes que podem fazer a diferença. Porém, os brasileiros não terão como utilizar o aparelho no país, nem mesmo se importarem um.

O que acontece é que no ano passado a HTC encerrou suas atividades por aqui, e a Anatel dá certas prioridades para empresas que estão estabelecidas formalmente no Brasil. A homologação do aparelho não está nem na lista da Agência, que deve cortar de vez o barato de quem pretende trazer o dispositivo de outro país. Isso porque a Anatel está pressionando as operadoras de telefonia móvel brasileiras para que tomem medidas enérgicas contra o uso de celulares não homologados.

Quem arriscar a importação de um HTC One corre o risco de ficar com uma bela câmera fotográfica, mas em breve não deve mais conseguir realizar ligações, pois a reguladora estabeleceu o prazo máximo de um ano para que as operadoras se unam na construção de um sistema capaz de identificar e bloquear o uso dos aparelhos ilegais no país.
O que estamos perdendo?

O HTC One é um aparelho com sistema Android construído em metal, diferente do plástico usado no Samsung Galaxy S4, por exemplo. Além disso, o destaque maior fica por conta da câmera de 8MP. Na verdade, o que realmente chama a atenção é a qualidade distribuída nesses pixels.

Uma tecnologia chamada 'Ultra Pixel' é capaz de ampliar os pixels e absorver cerca de três vezes mais a luz natural na hora de capturar uma imagem. O recurso é ideal para a captação de fotos em ambientes com baixa luminosidade e ainda é capaz de compactar todas as fotos produzidas com a câmera do smartphone para uma resolução de no máximo 4 megapixels.

O HTC One é equipado com display touchscreen LCD de 4,7 polegadas com resolução de 1080p, garantindo densidade de 468 pixels por polegada, processador Qualcomm Snapdragon 600 de 1,7 GHz, 2GB de memória RAM, duas versões de armazenamento de 32GB ou 64GB, Bluetooth 4.0, suporte para tecnologia NFC (Near Field Communication), Wi-Fi, roda o Android Jelly Bean 4.1.2 e possui bateria de 2.300 mAh. Nos Estados Unidos, o aparelho custa US$ 200 com um contrato de dois anos com a operadora de telefonia